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As pessoas são diferentes quanto ao metabolismo. Com a mesma dieta para perder peso algumas apresentam emagrecimento diferente de outras.

 

Chama-se metabolismo a capacidade do corpo de transformar as calorias dos alimentos na energia para viver.
Ele engloba a energia consumida pela taxa metabólica basal (60% a 70%), a energia gasta no processo de digestão dos alimentos (10%) e a energia despendida com a atividade física (20% a 30%).
Cada pessoa tem o seu perfil metabólico e a velocidade com que as calorias são transformadas é influenciada pelos ritmos circadianos do corpo.
O metabolismo é mais ativo no decorrer do dia e cai significativamente após as 23 horas, quando mesmo o metabolismo em repouso é diferente entre os indivíduos.
O sistema enzimático, um componente do metabolismo, também atua diferente em cada pessoa e quanto maior a sua atividade maior a capacidade do corpo de produzir gordura.
Por isso há quem coma muito e não engorde, enquanto com outros acontece o contrário.
Fatores como idade, sexo, quantidade de gordura corporal, formas de se alimentar, exercício físico e clima influem no metabolismo.
No inverno produzimos mais o hormônio tireoidiano, responsável pela geração de calor para o corpo e precisamos mais alimentos.
No verão perdemos mais calorias nas atividades diárias e o mecanismo da saciedade é mais eficiente; com uma quantidade menor de comida ficamos satisfeitos.
Nos homens o hormônio testosterona ajuda a preservar a musculatura livre de gordura.
Já as mulheres, de um modo geral, têm mais massa gordurosa e menos músculos e padecem de oscilações hormonais durante toda a vida, o que determina variações no metabolismo que podem levar à obesidade.
Quando a ingestão e o consumo de energia são mais ou menos iguais o peso corporal do indivíduo se mantém praticamente constante.
Por isso em pessoas com metabolismo normal, o tratamento do excesso de peso será direcionado para a quantidade de calorias ingeridas e para o consumo da energia.
Para pessoas com metabolismo lento, as quais têm mais facilidade de ganhar peso, várias estratégias de tratamento como o tipo de dieta, o uso de suplementos e mudanças de estilo de vida serão utilizadas para promover a perda do peso.
 
O Controle do Apetite
Uma rede de interações de três níveis reflete-se no apetite.
1 – O psicológico e comportamental com os componentes educacionais e afetivos, pois o paladar, o olfato e as preferências alimentares são influenciados pelo ambiente.
2 - O fisiológico e o metabólico que resultam das necessidades dos sistemas orgânicos.
3 - As interações do psicológico e do metabólico com a química cerebral.
As sensações de fome e saciedade dependem de várias substâncias que agem em diversas regiões desta rede.
São elas:

Leptina – secretada pelas células gordurosas é conhecida como o hormônio da saciedade. A insônia diminui a sua produção.
NPY – neuropeptídio produzido no cérebro é um potente indutor da fome.
Endocabinóides – neuropeptídios com ações sobre as sensações de prazer e saciedade.
Orexina – envolvida nos ciclos do sono e da vigília e no controle do apetite.
Grelina – o hormônio da fome, produzida no estômago ela avisa o cérebro que esta na hora de comer. A insônia aumenta a sua produção.
PYY - sintetizado no intestino é o hormônio que leva ao cérebro a informação da saciedade.
A fome normal aparece na maioria das pessoas 3 ou 4 horas após a última refeição.
Quando comemos, os alimentamos, ao entrarem no intestino, determinam uma mensagem para o cérebro avisando a hora de parar.
Esse mecanismo é regulado pela leptina.
Pessoas severamente obesas desenvolvem “resistência” à leptina, condição na qual esse hormônio é incapaz de induzir à saciedade.

O Estresse e o Apetite:
O estresse é um mecanismo de adaptação, mas, frequentemente desequilibra o organismo.
A pressão do dia-a-dia muda a química do cérebro e as pessoas engordam a partir de situações de estresse que deflagram comportamentos ansiosos e compulsivos.
Na verdade elas não sentem fome, mas problemas com a saciedade, ou seja, comem não se sentem satisfeitas e continuam comendo.
É que sobtensão, o hipotálamo induz à hipófise a produzir o hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) que no sangue aciona as glândulas suprarrenais a fabricarem o cortisol, o hormônio do estresse.
Cortisol elevado por longos períodos potencializa processos inflamatórios que determinam alterações do centro da saciedade.
Diminuem então os níveis de dopamina e serotonina que são envolvidos com a sensação de saciedade e em decorrência advém o desejo de comer alimentos ricos em carboidratos.
O cortisol favorece ainda a armazenagem de gordura nos adipócitos, as células gordurosas.

A Resistência a Insulina
A insulina produzida pelo pâncreas é liberada depois das refeições, principalmente quando os alimentos contêm alta carga glicêmica, e se encaixa em proteínas das superfícies celulares chamadas "receptores de insulina".
As células então se abrem e deixam entrar a glicose que participa de reações químicas sucessivas até se transformar em energia ou ser estocada na forma de glicogênio (no fígado e nos músculos) ou de gordura no tecido adiposo.
Dietas inadequadas ativam enzimas que impedem a insulina de transportar a glicose para o interior celular.
Isso eleva os níveis de glicose no sangue o que induz o pâncreas a fabricar mais insulina.
Essa insulina, no entanto, não é identificada pelo cérebro (resistência) o que faz aumentar a fome e diminuir o gasto de energia do organismo.
Nestas situações os níveis de insulina e glicose no sangue permanecem elevados e as células do tecido adiposo aumentam a produção de gordura. 
 
A Tireoide e o Metabolismo.
O bom funcionamento da tireoide depende do iodo adquirido com a alimentação.
Tanto a falta quanto o excesso desse mineral podem causar danos à glândula.
Entre outras ações a tireoide é responsável por ritmos como o da temperatura do corpo, dos batimentos cardíacos, dos ciclos menstruais, da eliminação de líquidos, do funcionamento intestinal e do controle do peso corporal.
É a tireoide que faz a sintonia fina do metabolismo sendo sensível a qualquer mudança brusca na ingestão alimentar.
Se passarmos fome, a primeira coisa que a tireoide faz é reduzir a taxa metabólica para poupar energia e em seguida ela também diminui o ritmo da digestão dos alimentos.
O metabolismo (consumo de energia pelo organismo), então cai de tal forma que, mesmo praticando exercícios físicos, a queima de calorias é mais lenta.
Por isso, quando desejamos emagrecer, o ideal é perder no máximo quinhentas gramas ou um quilo por semana de modo a não permitir que a tireoide reduza a taxa metabólica.
Como toda a refeição fornece a tireoide um estímulo para produzir seus hormônios não devemos pular nenhuma e nunca deixar de comer carboidratos.

O Hormônio do crescimento.
Em adultos esta substância ajuda na queima da gordura corporal e na manutenção da massa muscular. Diminui com o avançar da idade e com as alterações do sono.

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